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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Esse poetas e sua poesias!





Como são magníficos esses poetas e suas poesias!
Não sei se são mágicos, ilusionistas do pensamento
Brincam de brincar com palavras e sentimento
Riem da solidão, da pior dor, em qualquer momento


Fazem as palavras valsarem elegantes em seus  versos
Ao som de um sinfonia que nenhum maestro escreveu
Misturam o canto dos pássaros e os volteios do vento
Se gostam, com um ponto no fim do verso param o tempo


Brincam de correr entre estrelas fazendo versos pra lua
Tecem raios de luar fazem guirlandas e vestem a noite nua
Brincam de banhar com a lua na poça d' água que ficou na rua


Se por um momento a solidão se avizinha e a saudade lhe grita
Não se assusta, lentamente vai indo procurando uma flor qualquer
Senta no tempo e diz: vamos brincar de mal-me-quer-bem-me-quer...


José João

Te fiz a lápis





Tu és a beleza mais natural de todas as belezas,
Até pedi licença pra Deus pela tua criação,
Lhe pedi um pouco de sua inspiração divina,
Um pouco de sua santificada ternura,
Até a meiguice de seu olhar santificado, pedi.
Tudo isto para te fazer a beleza que és.
E fiz, tu és linda, diria... és perfeita.
Pedi a cor da noite para pintar teus cabelos,
Do mais lindo por do sol já visto, dele tirei
A cor macia de tua pele em matizes angelicais.
Da mais perfumada flor do campo tirei o perfume
Te dei. As outras flores de invejaram, choraram até.
Das ninfas tirei a forma do teu corpo maravilhoso,
Belas e suaves curvas em harmonia com o universo.
Tua voz, a mais linda do mundo, nenhuma igual
Afinal tirei-a do canto do uirapuru.
Teus olhos dois pedacinhos que tirei do céu
Com a permissão do Criador, ele estava curioso
Para ver tanta beleza, quando finalmente, te vimos
Tu ficaste, realmente, a poesia maia  perfeita.
Uau! Um grito de exclamação de Deus.
Ah! o tempo, esse tempo que te fez crescer!
Essa vida que te ensinou a não ser...
Te viste, te admiraste, te orgulhaste
Começaste a te fazer bem mais por tua vontade
Teu orgulho nasceu de te, tu mesma o criaste.
Ficaste mesquinha com teu  incoerente pensar.
Tua vaidade foi tanta que até querias
Nem mais pisar no chão, como se fosses única
Minha criação não estava mais perfeita,
Nos enganaste, a mim e a Deus e Ele me repreendeu.
Tristeza minha, te fiz a mais perfeita poesia,
Poesia que o  próprio universo se orgulhou de proteger
E guardar, fiz com que as flores te invejassem... mas
Vê bem,  deixaste de ser minha mais bela poesia,
Orgulho, vaidade essas coisas não te dei.
Por tanto vou te apagar... te fiz a lápis.
Pronto... que ninguém lembre tua existência.


José João
.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Queria ser...





Queria  saber rir, cantar como todos sabem,
Queria saber sonhar belos sonhos, como sonham
Queria ver um por do sol, pelo meno uma vez,
Diferente. Alegre, risonho, sem estar carente


Queria saber andar na direção de um horizonte,
Um horizonte colorido, pintado de arco-iris
Queria andar num caminho bordado, enfeitado,
De flores. Cantando versos de belos amores


Queria saber contar meus sonhos para as estrelas
Saber brincar como vento entre cercas e quintais
Queria saber cantar com os pássaros as canções
Desconhecidas. Essas canções que alegram vidas


Queria ser teu pensamento o mais doce pensamento
Queria ser um teu sorriso, o sorriso mais inocente
Queria  ser a paisagem, a mais bela de todas que
Viste. Não posso porque será que sou sempre triste?


José João

sábado, 10 de setembro de 2011

O cálice e o cale-se





No canto, um cálice entornado e vazio
Na alma, um cale-se, silêncio sem canto
O cálice da mesa entornado e frio
No cale-se da alma a tristeza é um pranto


No cálice a marca de um beijo vermelho
No cale-se a dor de um silêncio profundo
Cálice, vinho, palavras ditas sem zelo
Cale-se é o grito de um amor moribundo


No cálice, vinho perdido em gotas derramadas
No cale-se, sonhos perdidos no vinho da noite
No cálice, um cale-se como um grito, um açoite


O vinho, no cálice, como fazendo esquecer
A dor do cale-se como fazendo sofrer
Cale-se é dor. O cálice é morrer sem viver


José João
   

O cálice



                                 brinquei de beber solidão
                                    no copo da saudade
                                       bebi rubro vinho
                                         como paixão
                                             perdida
                                               triste
                                                dor
                                                  c
                                                  a
                                                   l
                                                   i
                                                  c
                                          cruelfelcruel                                      
                                         
                                               
                                               
                                                   

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O fazedor de versos





... Poeta?!!    Eu?!!
Não, não sou poeta
Sou apenas um fazedor de versos,
Versos sem jeito, verso imperfeito,
Versos com defeitos, versos sem métrica,
Versos sem rima nem dialética.
Sou um fazedor de versos apenas.
Versos compridos, versos curtos,
Versos magros, versos gordos,
Versos altos, versos baixos,
Versos como as pessoas são,
(cada pessoa é um verso na poesia
do universo)
Como gritam, como choram, como pedem,
Versos que falam baixinho,
Versos que riem, versos que mandam.
Versos com lágrimas, versos de amor.
Sou um fazedor de versos apenas...
E apenas um fazedor de versos
Que chora em cada verso que faz,
Que ri em cada verso que diz.
Que ama em cada verso que fala,
Sou apenas um fazedor de versos,'
Um fazedor de versos como qualquer um
Que não sabe fazer uma poesia
E faz versos soltos, grandes e rotos
Faz versos sem rima, pequenos e torto
Que faz versos como é a vida,
Sentida, vivida e nunca entendida.


José João

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ah! Os poetas!





Ah! Os poetas! Quem são os poetas?
Que transformam o tempo,
Pintam pensamentos, modificam momentos,
Dão vida a uma pedra na beira da estrada
Que sozinha e calada chora sua dor,
Talvez por invejar um pássaro que voava,
Brincando livre, no verso do poeta.
Quem são eles que zombam da saudade
E entre lágrimas e risos confundem a dor,
Chamam a solidão e nela fazem rastros
Como se fossem caminhos em que ele brinca
De esconde-esconde com ele mesmo
E com o homem que é. Quem são esses poetas?
Que criam flores como se fossem crianças,
Invadem corações como se cada um lhes pertencesse.
Ah! Esses poetas e suas poesias!
Tão frágeis, tão delicadas, tão eternas,,
Será que são eternas por serem sutis
E assim dobram o tempo? Ou será que são eternas
Por serem... por serem... apenas poesias?
Poesia, palavras soltas que soltas seriam
Não fosse o poeta saber conquista-las,
E pra ele, tona-las passivas e saber coloca-las
Num lugar que só ela pode ocupar, como única,
Naquele lugar que a poesia lhe deixa ficar.
Quem são eles que brincam com o mundo,
Se fazem de rei ou de vagabundo,
Descobrem caminhos nunca percorridos
E se o cansaço lhes toma se deitam no tempo
Pra poder descansar. Fabríca seus sonhos
E se põe a sorrir se é preciso chorar.
Quem são esses poetas que choram suas dores
Fingindo que é dor alheia?
Ou será que choram a dor alheia
Fingindo que é a dor que sentem?
Quem são esses poetas... Quem são?
Esses poetas? ... são apenas gente.


José João




.

O patinho danado





Mas que patinho atrevido
Patinho levado da breca
Com todo mundo ele abusa
E diz que o galo é careca


Mas que patinho atrevido
Mas que patinho danado
Ele diz que o papagaio
É um abacate emplumado


Mas que patinho atrevido
Mas que patinho abusado
Ele diz que o carneirinho
Um dia vai ser tosqueado


Mas que patinho danado
De tão danado o patinho
Um dia caiu na fogueira
E dela saiu bem tostado


Assim o feitiço virou
O feitiço virou pro outro lada
E quando o patinho passeia
Lhe chamam patinho queimado


José João

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O prazer que ela me deu

       
  • ... Estava ansioso que a noite chegasse logo, como precisava
  •  mas tanta ansiedade só fazia as horas passarem mai lenta, 
  • como se  me quizessem enlouquecer, mas
  • sabia esperar, sabia?! Tinha que saber, afinal tudo seria divi-
  • no, maravilhoso, já antegozava o prazer que iria sentir, único,
  • tomara que fosse logo, passaram-se as horas, dez horas da
  • noite todos foram dormir, que bom. Quase gritei.
  •      Fui para o quarto, já não aguentava mais, tanto era minha
  • ansiedade que logo acontecesse,  que não fiquei nem de cue-
  • ca, meu corpo tremia, suava, minhas mãos ficaram tremulas,
  • como se eu fosse um adolescente e aquela fosse a primeira 
  • vez. Deixei a porta do quarto entreaberta, deixando passar
  • só aquela restia de luz, aquela que deixa a silhueta de quem
  • entra como uma escultura, isso, essa visão me excitava me a-
  • lucinava, não conseguia relaxar, tanto era minha vontade de
  • homem, de quase animal.
  •        Estava imóvel na cama, corpo tenso, quando vi, na restia
  • de luz da porta: ELA, linda, andava como se flutuasse, como 
  • se voasse, tão leve era seu corpo esguio,  suas curvas mara-
  • vilhosas se desenharam como se fosse uma visão divina. Eu já
  • não respirava, estava realmente endoxtasiado, maravilhado com 
  • aquela visão e com o que certamente ia acontecer, com o pra-
  • zer, que sei, sentiria. Fechei os olhos como se estivesse dormin-
  • do e deixei que ela tomasse posse do meu corpo, que fizesse 
  • dele seu móvel de prazer, era tanta minha vontade que não me
  • importava se ela me usasse, e foi assim.
  •         Ela me acariciava docemente, tão carinhosamente que pa-
  • recia flutuar sobre meu corpo desnudo que aprontei só pra ela
  • só para seu deleite e ela entendeu. Sussurrou ternamente em meu
  • ouvido o que não entendi, mas que importava agora? Ela estava
  • ali, comigo, me tomando todo, me cheirando, me lambendo, pa-
  • rece que procurando a melhor parte de mim e eu ficando todo dela,
  • maravilhado com sua maneira de me fazer sentir todo aquele pra-
  • zer. Sussurrou nos meus ouvidos, o que acho, foi bem indecente,
  • desceu me beijou, senti seu hálito quente, desceu mais, ficou em
  • meu peito, brincando de brincar, maliciosamente foi até onde eu
  • ansiosamente esperava, ficou ali brincou, beijou outra vez, passeou
  • e de maneira ousada, como se quizesse me provocar mais, deslizou 
  • para minha coxa, lentamente foi até meus pés, já não aguentava mais,
  • tudo aquilo era demais queria gritar: Me come, me morde, me rasga,
  • suga  meu sangue se quizeres... mas vem, vem logo, mas o prazer do
  • que aconteceria depois, o meu prazer, é verdade, não me permitia,
  • queria que ela se fizesse  de tudo. Como que brincando e também 
  • antegozando seu prazer, fez todo o caminho de volta, lentamente,
  • como se toda a noite fosse nossa, e era, me beijou todo outra vez,
  • me lambeu, flutuou sobre meu corpo nu, de repente parou, me olhou
  • longamente como se no seu intimo dissesse: Tudo é meu. Depois
  • ávida, como se tivesse sangue em seu olhar, como se  eu fosse seu
  • melhor manjar, começou me beijar quase que loucamente, em meu
  • pescoço ela se pendurou  como se quizesse meu sangue, aí então...
  • aí então com um só golpe consegui: Matei a muriçoca filha-da-puta que
  • não deixava eu dormir.

  • KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
  • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Estou louco de ri de você ter lido até o fim. Te pegueiiiiiiiiiiiiii
  • ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah
  • Quem mandou ser indecente, tava pensando o quê? kkkkkkkk
  • essa é de gargalhada mesmo olha só KKKKKKKKKKKKK      
José João
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